Breve análise das eleições de outubro de 2026

Kiyoshi Harada
Kiyoshi Harada

No nosso entender as eleições de 25 de outubro padece do vício de irregularidade.

Quando ocorreu a prorrogação do período de votação, após 17 horas, a contagem dos votos já havia sido iniciada, tanto é que a votação continuou apenas com parte da urnas que ainda não estavam fechadas.

A vitória do Presidente Lula com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro revela que o Presidente Lula ainda conserva uma base eleitoral junto a setores da sociedade voltadas para o assistencialismo.

De outra banda, a pequena diferença de votos entre os dois candidatos revela que a direita liderada por Flávio Bolsonaro continua a se fortalecer no Brasil, para romper o continuísmo que, agora, chega a 16 anos no Poder com a reeleição pela 4ª vez do Presidente Lula.

O Presidente Lula, cuja representatividade não é das melhores, precisará de muita habilidade no campo político e na área econômica.

Não será muito fácil ao Presidente Lula negociar uma aliança política com o Congresso Nacional renovado, com perfil bastante conservador.

A formação de maioria parlamentar demandará necessidade de concessões programáticas para aprovação de medidas econômico-sociais, não bastando a política de dá cá toma lá, por meio de liberação de emendas parlamentares como vinha sendo feita até os dias atuais.

O maior desafio do governo será o de reverter o quadro de endividamento do País que já ultrapassa 80% do PIB, e reconquistar a confiança dos investidores e das fontes produtoras, o que não será uma tarefa fácil para um governo acostumado a gastar sempre mais do que arrecada, criando um círculo vicioso, déficit e aumento tributário que não permite nenhum avanço na economia.

Enfim, o novo governo Lula terá que enfrentar a carestia, a inflação, a redução da taxa de juros que são, na verdade, frutos de sua política econômica de cunho populista. O Presidente Lula terá que colher o que plantou.

O sucesso ou insucesso de seu governo dependerá da capacidade de o Presidente Lula perceber ou não que a realidade nacional mudou, e que o governo terá que se adaptar ao novo termpo.

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