Em poucas palavras 334

Kiyoshi Harada

O fracasso da segurança pública em São Paulo

Existem duas polícias que integram a segurança pública: a polícia civil ou polícia judiciária destinada à repressão de crimes, sob o controle do Judiciário, e a polícia militar que é uma polícia destinada a prevenir prática de crimes, não de perseguir criminosos.

O que se vê nas ruas de São Paulo é que os policiais militares, ao que tudo indica, estão recolhidos nas unidades da polícia militar.

Não se vê mais policiais circulando pelas ruas da cidade, nem a circulação da Rota como antigamente.

Resultado disso é que o cidadão paulistano fica refém dos bandidos. Se colocar o pé fora de sua residência há o risco de assalto.

É preciso que cada polícia cumpra a sua missão.

A Polícia Militar quando sai às ruas é para atrapalhar o trânsito, fazendo vistorias de veículos e de pessoas nos pontos estratégicos da cidade, o que é uma medida abusiva e ilegal, porque as abordagens são feitas de uma forma aleatória.

É preciso que o governador determine medidas enérgicas e urgentes no combate à criminalidade em São Paulo, desprovida de policiamento preventivo.

Corte interamericana julga o Brasil por morte de 96 bebês

A Corte Interamericana de Direitos Humanos – CIDH – julgou no dia 26-9-2025 a morte de 96 bebês na clinica pediátrica da Região de Lagos, em Cabo Frio/RJ, no período de 1966 a 1967.

As mortes teriam ocorrido devido a infecções hospitalares provocadas por falhas sanitárias.

Durante a audiência o Brasil reconheceu as falhas e pediu desculpas a familiares e mães das crianças vitimadas. Desculpou-se, igualmente, pelas manifestações discriminatórias do Ministério da Saúde de então que incorporaram estereótipos de gênero.

A AGU admitiu que a clínica , embora recebesse recursos públicos, funcionava sem as devidas autorizações e inspeções.

Pergunta-se, como é possível destinar recursos públicos a uma clínica clandestina?

Intoxicação por metanol

Tomou conta da mídia nos últimos dias a intoxicação por metanol misturado nas bebidas alcoólicas (Wisky, Gim, Vodka) servidos nos bares e restaurantes de São Paulo, onde foram identificados 5 casos fatais e 59 casos de suspeitas de contaminação até o dia 30 de setembro de 2025.

O metanol é uma substância de uso industrial e altamente tóxico que pode causar falência múltipla de órgãos causando, entre outros males, a cegueira.

Posto que a compra de metanol está adstrita à pessoas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo – ANP – a sua aquisição clandestina revela falta de fiscalização daquele órgão, ou venda irregular pelos postos de gasolina que costumam misturar ao etanol por ser mais barata, o que revela, igualmente, falta de controle e fiscalização da ANP.

Não adiante o Ministério da Saúde apenas intensificar fiscalização nos bares e restaurantes. É preciso atacar a causa e não apenas correr atrás do resultado.,

Moratória da soja

Um acordo firmado entre ONGs e a indústria buscou proteger a floresta amazônica ao impedir que empresas comprem soja de produtores que tenham desmatado a Amazônia, após julho de 2008.

O Plenário do CADE suspendeu essa moratória que voltará a valer somente a partir de 1º de janeiro de 2026.

As ONGs internacionais, a pretexto de proteger a floresta amazônica, vêm interferindo na soberania nacional, enquanto países adiantados como a China e Estados Unidos continuam poluindo o meio ambiente mediante compra de créditos de carbono produzidos no nosso país.

Todos os recursos mundiais direcionados ao Brasil para aplicação no programa de preservação da Amazônia vão parar nas mãos de ONGs internacionais que os utilizam para outros fins, tais como, garimpagem ilegal, exportação de pedras preciosas extraídas sem autorização governamental e até abertura de aeroportos clandestinos.

Essas ONGs incrustadas na Amazônia conspiram contra o desenvolvimento econômico sustentável.

O retorno do nacionalismo em Portugal

Após anos de globalização, os países europeus estão agitando a bandeira do nacionalismo.

O Parlamento de Portugal aprovou no dia 16-9-2025 um pacote legislativo que endurece a imigração e naturalização em seu país.

Partidos de esquerda, derrotados na votação, apelaram ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para que vete o projeto legislativo aprovado.

Antes da vigência da nova lei Portugal já vinha notificando brasileiros para deixar o país, atingindo aqueles que ganharam o direito de se estabelecer no país pelas regras então vigente, isto é, ter adquirido um imóvel urbano.

Mudanças bruscas de posicionamento político geram muita insegurança jurídica.

SP, 6-10-2025.

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