Cheguei ao Japão para um passeio de um mês com a família do meu filho Marcelo, totalizando sete excursionistas. Ficamos em Tóquio por três dias e seguimos para Okinawa, cujos pontos turísticos estavam supercongestionados com a presença de estrangeiros de diferentes origens, o que, aliás, acontece no Japão inteiro, que se tornou um formigueiro atraindo pessoas do mundo em busca de turismo barato com segurança absoluta.
De Okinawa fomos para Kumamoto, província de Yamaga, terra de meus pais, onde fomos recebidos pelo prefeito da cidade. Pernoitamos três dias no hotel típico japonês, cujo quarto dava para um riacho límpido e calmo. Dormir no tatame foi uma experiência e tanto; nos meus 85 anos de idade, para levantar, eu tinha que ficar na posição de gato. Depois fomos para Osaka visitar o Castelo do xogum, apinhado de gente.

Posamos com capacetes de samurais guerreiros. Procurar um restaurante no meio da multidão foi uma tarefa árdua. Seguimos para Quioto e Nara, igualmente apinhados de estrangeiros de todas as origens. No mercadão de Quioto, eu e Marcelo compramos uma mala e a enchemos de alimentos típicos.
Retornamos a Tóquio através de trem-bala e seguimos para o Norte, Hokkaido, ficando na cidade de Sapporo, conhecida por seus caranguejos gigantes que fomos apreciar no “Kaniya Sapporo”.


Retornamos a Tóquio e ficamos no Palace Hotel de Tóquio, ao lado do Palácio Imperial do Japão. O voo de retorno estava marcado para o dia 14/04/2026, mas aconteceu um imprevisto e estamos retidos aqui até agora. Remarcamos o voo de volta para o dia 27. Como no dia 21 estaremos em condições normais, estamos tentando antecipar o voo, mas as vagas já estão esgotadas.
Apesar da superaglomeração de pessoas, não há confusões. Tudo funciona dentro dos rígidos protocolos, com sossego e harmonia. Os prestadores de serviços, assim como os lojistas, são extremamente gentis com todos, apresentando agradecimentos em tudo que você faz ou pede. Todos eles seguem o mesmo padrão, como se fossem pessoas robotizadas. Por isso, quando você pede algo anormal, eles têm uma dificuldade em atender, mas nada preocupante. Eles não têm a criatividade do brasileiro, para o bem ou para o mal. Esta é a quinta vez que venho ao Japão. A última foi em 2018, quando tinhamos maior facilidade para visitar os pontos turísticos sem longas filas. Agora, tudo está mudado.
