
Graças às articulações políticas feitas pelo Senador Flávio Bolsonaro junto à Casa Branca e ao Departamento de Estado norte-americano, o Presidente Donald Trump classificou o PCC e o CV como organizações terroristas.
De fato, essas duas organizações criminais agem como terroristas, ou seja, sequestram, matam, julgam os prisioneiros e os executam, e impõem o toque de recolher nas ruas da cidade do Rio de Janeiro.
Nos idos de 2019 o Ministro Edson Fachin concedeu uma medida liminar proibindo as forças de segurança do Rio de efetuar policiamento nos morros do Rio.
Na época, a medida decretada pelo STF era plausível, pois encontrávamos em plena pandemia da Covid 19.
Essa proibição judicial propiciou o clima para o agigantamento dessas duas organizações criminosas que estenderam suas ações para outros estados da Federação.
O então governador do Rio, Cláudio de Castro, empreendeu o policiamento nos morros tentando recuperar o território perdido, resultando em mortes de policiais e de bandidos.
O governador Castro foi reiteradamente convocado pelo STF para dar explicações pela megaoperação na vigência da liminar.
E aqui fica a pergunta: por que a liminar continua vigendo se a pandemia da Covid 19 de há muito desapareceu da face da terra?
Deixo a resposta por conta dos leitores deste artigo.
Ante a omissão do governo federal, o Senador Flávio Bolsonaro logrou obter dos Estados Unidos o enquadramento do PCC e do CV como organizações terroristas dando-lhes a roupagem jurídica adequada.
Imediatamente houve a reação espantosa do líder do governo, Deputado Lindbergh Farias, que declarou em alto e bom som que o combate ao PCC e CV como organizações terroristas irá enfraquecer a nossa economia fazendo o PIB encolher.
Essa declaração estapafúrdia admite que o governo atual nutre-se economicamente com a bandidagem do PCC e do CV que se infiltraram no tecido social e nas instituições públicas que lhes dão proteção.
De fato, o governo federal não quer combater o crime organizado porque dele tira proveito econômico, cujo resultado se irradia para outros campos da atividade humana.
É como dizer: o PCC é nosso, o CV também. Ninguém pode tocá-los.
É como monopólio estatal do crime organizado.
É dentro desse cenário que Donald Trump classificou o PCC e o CV como células terroristas.
Declarações esdrúxulas como às feitas pelo líder da maioria só traz à tona o que já sabíamos, ou seja, o abrigo do PCC e do CV no seio do governo, permitindo que essas duas organizações criminosas, agora, organizações terroristas, ocupem cada vez mais a porção do território nacional que passa exercer sua soberania sobre os territórios ocupados.
A declaração do Presidente Lula, de que Flávio Bolsonaro prestou um desserviço à nação ao induzir o Presidente norte-americano a considerar o PCC e o CV como organizações terroristas atentando contra a soberania do nosso país, teria sentido se o governo estivesse combatendo aquelas organizações criminosas.
Mas, isso não vem acontecendo, pois o PCC e o CV contam com a liminar do STF que impede as forças de segurança do Estado do Rio de adentrar nos morros por eles ocupados. O Estado do Rio perdeu a soberania sobre os territórios ocupados pelos malfeitores que, de vez em quando, descem os morros para decretar o toque de recolher nas ruas da cidade paralisando o comercio local.
SP, 8-1-2026.

